para f.
porque talvez coisa nenhuma
cidades todas iguais repetem o meu tédio
porque só talvez tu
aqui dentro de mim
já tão perto de ser noite
porque talvez tenhas versos que não ouço
ou o mundo esteja aqui por conveniência
porque talvez eu diga isto
para não fazer nada
nem dormir, nem morrer
apenas passar pelo meio de mim
esperar que o tempo seja pouco
e as mãos muitas
que as ruas se abram e tu estejas por perto
onde eu sou inútil
e este nada contornado de ossos
porque talvez só tu onde eu não posso me digas adeus a cantar
e cantando se desenha e ama o teu rosto
porque talvez eu diga isto como quem pede
como quem chegou a casa e esperou muitos anos
abriu livros, estudou mapas, abriu sorrisos
outros sorrisos, imperfeitos, inúteis
porque talvez só tu ainda sorrias este dia acaba
esta mão fecha-se
porque talvez não possa haver pedra
onde houve o teu beijo .
cidades todas iguais repetem o meu tédio
porque só talvez tu
aqui dentro de mim
já tão perto de ser noite
porque talvez tenhas versos que não ouço
ou o mundo esteja aqui por conveniência
porque talvez eu diga isto
para não fazer nada
nem dormir, nem morrer
apenas passar pelo meio de mim
esperar que o tempo seja pouco
e as mãos muitas
que as ruas se abram e tu estejas por perto
onde eu sou inútil
e este nada contornado de ossos
porque talvez só tu onde eu não posso me digas adeus a cantar
e cantando se desenha e ama o teu rosto
porque talvez eu diga isto como quem pede
como quem chegou a casa e esperou muitos anos
abriu livros, estudou mapas, abriu sorrisos
outros sorrisos, imperfeitos, inúteis
porque talvez só tu ainda sorrias este dia acaba
esta mão fecha-se
porque talvez não possa haver pedra
onde houve o teu beijo .

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