desafinado
amor e felicidade são conceitos muito díspares. o amor é um assalto à mão armada, perturbador da modorrenta banalidade acolchoada do eu, um alargado síndrome de estocolmo. pior, é um salvo-conduto para dizer, fazer e pedir coisas ridículas ,sendo ainda glorificadamente perdoado por tal infâmia.
e , sobretudo, é o que em nós o amor faz surgir que nos faz gostar do amor. claro que é exactamente essa também toda a matriz da tragédia.
é possível continuar a amar alguém que não nos ama. mas é impossível continuar a amar o que o amor dessa pessoa nos suscitava, porque isso , sim, fica irremediavelmente perdido.
de repente, temos menos piada, somos mais feios, menos intelectuais e muito mais verdadeiros .
em suma, o outro e o amor eram uma anamorfose da nossa incompetência.
e , sobretudo, é o que em nós o amor faz surgir que nos faz gostar do amor. claro que é exactamente essa também toda a matriz da tragédia.
é possível continuar a amar alguém que não nos ama. mas é impossível continuar a amar o que o amor dessa pessoa nos suscitava, porque isso , sim, fica irremediavelmente perdido.
de repente, temos menos piada, somos mais feios, menos intelectuais e muito mais verdadeiros .
em suma, o outro e o amor eram uma anamorfose da nossa incompetência.

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